As Jóias de cada Cargo


Mestre Conselheiro: Corresponde a Dois Malhetes Cruzados. O malhete é um símbolo do Poder, análogo ao Martelo e ao Bastão, representa a autoridade da Assembléia, formada pelo Capítulo, centralizada no Mestre Conselheiro. O segundo Malhete na Insígnia é um símbolo oculto de elevada importância, representa a influência Superior dos "Mestres Ocultos", ao Mestre Conselheiro que se demonstra digno no exercício de seu cargo; quando isso acontece o Mestre Conselheiro torna-se um Foco de luz, irradiando uma Sabedoria que pode até surpreender a alguns, representando a tarefa dual de Dirigente e Sacerdote. Por outro ângulo, o segundo Malhete é também representativo do Patrocínio maçônico à Ordem DeMolay, simbolizando a União da Maçonaria à Ordem DeMolay, no preparo das novas gerações.

1º e 2º Conselheiros: Nas insígnias dos dois oficiais, encontramos um único malhete, simbolizando justamente a liderança, por serem os mesmos substitutos imediatos do Mestre Conselheiro, sem contudo, ainda, estarem aptos à receberem a Luz do Oriente diretamente.

Tesoureiro Tendo como Insígnia a Chave, o Tesoureiro representa uma ligação Mística com o "Tesouro dos Templários". Sabemos que o Tesoureiro é o responsável pelo "Tesouro do Capítulo", suas finanças de um modo geral; por que então ter como Insígnia uma chave ao invés de um Cofre ou outro símbolo qualquer? A insígnia do Tesoureiro nos demonstra que o maior Tesouro não é o Dinheiro ou Bens Materiais, mas sim aquele mesmo que nos é legado pelos Templários, que não foi encontrado por Felipe "O Belo". A Chave é o símbolo da Iniciação e do Saber; Nas Escolas Tradicionais Antigas, a Chave continha significação muito importante: Recordava, aos candidatos à Iniciação, a obrigação do silêncio, e prometia aos Profanos a revelação de Mistérios profundos e quase impenetráveis, este é o verdadeiro Tesouro da Ordem DeMolay.

Escrivão (ou Secretário): Possui como Insígnia uma caneta, símbolo moderno análogo à Pena, utilizada pelos antigos na Arte da Escrita. Representa o Guardião sagrado da História, registrando os acontecimentos do presente, para serem utilizados como base e exemplo para o futuro.

Orador: Possui com Insígnia um Papiro. O Papiro era uma erva de cujas folhas se fazia o Papiro, material sobre o qual Sacerdotes Egípcios escreviam. Sendo o Papiro onde eram gravadas as máximas da Sabedoria, nas Grandes Civilizações da Antigüidade, ele é um símbolo do conhecimento. O Orador, como detentor do conhecimento de emprego do "Verbo", esotericamente possui grande Poder em suas palavras. Deve pois o Orador se pronunciar ao término de todas as Sessões, dando o seu parecer sobre a mesma.

Diáconos: Os Diáconos possuem cada um em sua Insígnia uma Ave. Em praticamente todas as Escolas Esotéricas o Religiões, as Aves apresentam significados simbólicos importantes. Para a Tradição hindu, elas representam Estados superiores do Ser Humano. No Egito, o Falcão simbolizava o Deus Hórus, e a Íbis, o Deus Thot. O Pássaro, como todo Ser Alado, é Emblema da espiritualidade e da Alma Humana. Nas Escolas Místicas, representam também hierarquias a auxiliar o homem. Na Alquimia, os Pássaros simbolizavam as Energias em atividade; voando em direção ao céu, expressam a fase alquímica da sublimação e a volatilização; descendo para a Terra, a fase da condensação e precipitação; os dois símbolos unidos numa mesma figura representam o Processo de Destilação. Os Pássaros, por sua capacidade de viver na Terra e nos Ares. Apresentam também um outro significado simbólico de Tipo Universal: são considerados "Mensageiros dos Deuses", intermediários capazes de estabelecer uma Ponta entre o Céu e a Terra. Sendo tidos como Mensageiros entre Planos superiores e o nosso, os Diáconos são de uma importância sacra no ritual; são os Diáconos que recolhem a Palavra do Dia no Grau Iniciático, e a Palavra de Passe no Grau DeMolay; é o 2º Diácono que verifica quem bate à porta do Templo Sagrado; é o 1º Diácono que conduz os Candidatos na Cerimônia de Iniciação; é o 1º Diácono que acende os Sete Candelabros representativos das Sete Virtudes Cardeais. São exatamente os Diáconos que procedem à ligação entre tudo o que é Humano e material, na Ordem , com os Princípios Sagrados da Filosofia de nossos Rituais.

Mordomos: Cada Mordomo possui como Insígnia uma Cornucópia. A Cornucópia é um símbolo dos Antigos, onde se levavam alimentos e, conforme uma lenda, por mais que se utilizassem os alimentos mais haveriam a serem utilizados. De acordo com o dicionário Aurélio, Mordomo é o administrador dos Bens de uma Casa, Irmandade, Confraria, etc... Os Mordomos, além de executarem suas tarefas específicas no Ritual, são justamente os responsáveis pelo zelo e cuidado com os utensílios, objetos e Bens do Capítulo. Se os mordomos executarem bem a sua função nada faltará ao Capítulo. Observemos que as Jóias dos Oficiais, unidas às Capas e à toda a Cadeia Simbólica do Ritual DeMolay, expressam um complexo simbólico que deve ser analisado sempre de maneira metódica, de sorte que possamos depreender os ensinamentos da Ordem.

Hospitaleiro: Possui como Insígnia uma Sacola, representativa dos fundos financeiros o materiais dos DeMolays, sempre colocados ao dispor do auxílio mútuo e dos desamparados pela sorte. O Hospitaleiro é o Emblema da Guarda dos Princípios Sagrados da Fraternidade, onde todos devem estar conscientes de pertencerem a uma "Família Universal". O Hospitaleiro é o responsável pela filantropia do Capítulo, e por manter o Capítulo informado da sorte e saúde de algum Irmão adoentado, por tal motivo ele levará consigo a Sacola do Capítulo, com os Fundos necessários a um possível socorro.

Organista: Possui como Insígnia uma Harpa. Sabemos que a música sempre serviu de instrumento para a harmonização de ambientes onde o Homem buscou a Meditação e compreensão dos Mistérios Sagrados. A Harpa era tocada pelas Sacerdotisas de Avalon, na Corte do Rei Arthur. O significado simbólico da Harpa é o de ponte entre o mundo celeste e a Terra; em sua forma primitiva e incipiente (A Lira Grega), era consagrada ao Deus Apolo; Era o instrumento predileto do Filosófico Platão. Na Tradição grega, simboliza a união harmoniosa das Forças Cósmicas, exatamente o que deve representar e promover o Mestre de Harmonia, em sua função no Templo.

Capelão: Possui como Insígnia o Livro Sagrado, que deve ser aquele onde cada um julgue existir as Verdades pregadas pelos Profetas de sua Fé. Ele é o guardião dos Sagrados Mandamentos, escritos simbolicamente no Livro com suas páginas abertas.

Porta-Estandarte: Possui como Insígnia uma Bandeira ou Estandarte. Como definiu o Soberano Grande Comendador da Maçonaria, Tio/Irmão Venâncio Igrejas, em seu Trabalho sobre a Bandeira do Brasil, publicado no PAINEL DEMOLAY Nº4 de Outubro a Dezembro de 1987, "Os símbolos sempre exerceram uma influência muito grande especialmente as que representam os Países, objeto de uma afeição de natureza Mística, capaz de concorrer para o desenvolvimento do amor à causa que encarnam". O Porta-Bandeira representa pois nosso Amor ativo na causa da Pátria e na causa da Ordem.

Sentinela: Possui como Insígnia duas Espadas cruzadas. Símbolo muito usado na Magia e no Misticismo Medieval, a Espada representa o Espírito ou a Palavra de Deus. A Espada, do ponto de vista esotérico, representa o extermínio físico e a determinação psíquica dentro do caminho cósmico do sacrifício. O simbolismo da Espada está ligado também à idéia da ação da justiça. A Espada na Insígnia do Sentinela, e a utilizada pelo mesmo, antes de serem para afastar intrusos da Porta de nossos Capítulos e Templos, pouco prováveis nos tempos modernos, é antes de tudo um símbolo do sacrifício. Simboliza que haveremos de deixar fora do Templo os sentimentos impuros e/ou menores, para buscarmos a Evolução do nosso "Eu Interior". A duplicidade das Espadas representa a Segunda Espada "Oculta, utilizada quando da realização de nossos Trabalhos, onde o Sentinela funcionará como um pára-raios, impedindo e combatendo inconscientemente as Energias negativas que buscam ingresso no Templo Sagrado.

Mestre de Cerimônias: Possui como Insígnia dois bastões cruzados. O bastão é um atributo de poder, semelhante ao malhete. O poder, neste caso, é de cunho mágico, pois cabe ao Mestre de Cerimônias a coordenação e orientação de todas as procissões previstas no ritual . O mestre de Cerimônias é como o "Pastor" a conduzir as ovelhas, é o Líder Litúrgico de todas as Cerimônias, tendo o duplo bastão significado análogo ao do Duplo Malhete do Mestre Conselheiro. Devido a tal fato o Mestre de Cerimônias é um dos únicos Oficiais que pode cruzar a LINHA IMAGINÁRIA existente entre o Altar e o Mestre Conselheiro, funcionando o Bastão como um "pára-raios" harmonizador das Energias centradas na LINHA IMAGINÁRIA.

Preceptores: Em número de sete, cada preceptor possui como Insígnia a Coroa da Juventude, pois cada Preceptor é o Guardião de uma das Jóias representativas das Sete Virtudes Cardeais da Ordem DeMolay. De acordo com o dicionário Aurélio, Preceptor é aquele que ministra preceitos ou instrução; É pois o Preceptor o Guardião e Ministro da Base Filosófica da Ordem DeMolay, das Virtudes Cardeais que sustentam todo o Edifício da Sabedoria DeMolay. Organista ou Mestre de Harmonia: Possui como Insígnia uma Harpa. Sabemos que a música sempre serviu de instrumento para a harmonização de ambientes onde o Homem buscou a Meditação e compreensão dos Mistérios Sagrados. A Harpa era tocada pelas Sacerdotisas de Avalon, na Corte do Rei Arthur. O significado simbólico da Harpa é o de ponte entre o mundo celeste e a Terra; em sua forma primitiva e incipiente (A Lira Grega), era consagrada ao Deus Apolo; Era o instrumento predileto do Filosófico Platão. Na Tradição grega, simboliza a união harmoniosa das Forças Cósmicas, exatamente o que deve representar e promover o Mestre de Harmonia, em sua função no Templo.